Um dia frio com o céu nublado e o vento forte. Uma casa vazia, toda fechada e totalmente em silêncio. Um quarto escuro, com as janelas trancadas por dentro e a porta entre-aberta, deixando entrar uma pequena porçãozinha de luz. Duas taças de vinho (vazias) na mesinha de cabeceira e um abajur bem fraquinho ligado do lado. Uma cama muito gostosa e confortável. Um cobertor bem quentinho e macio. Você dentro dele. Nós dois de conchinha, inseparáveis. Carinhos nos cabelos, palavras de amor sussurradas nos ouvidos… E a carência lá do lado de fora, sentindo na pele o quanto é ruim ficar só. (Henrique Dias)

Distância, por que você existe? Por que insiste em separar-me dele? Por que? Qual o propósito de tudo isso? Confesso que está cada vez mais difícil ficar tão distante dele. E, isto obriga-me a viver de imaginação. Sim, imagino nós dois juntos o tempo inteiro. Eu o quero. Eu o desejo. Pergunto-me o quanto deve ser doce o gosto de seus lábios, o quanto deve ser hipnotizante o seu olhar, o quanto deve ser gracioso o som de sua risada, o quanto deve ser confortante os seus abraços, o quanto deve ser incrível ficar simplesmente ao seu lado, mesmo que em silêncio, porque, até o silêncio dele seria perfeito para mim. Aliás, ele é completamente perfeito. E eu só queria poder apreciar essa perfeição pessoalmente. De corpo, alma e coração. Distância, peço-te, não me deixe mais longe dele. Traga-o para mim o mais rápido possível. {♥}